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Retratação forçada: UFAM mantém retirada de vídeo difamatório e desmascara manobra de Paula Litaiff.


O cenário da comunicação e da academia amazonense é palco de um escândalo que expõe a face mais sombria do jornalismo irresponsável. A Revista Cenarium, de Paula Litaiff, está sob crise frontal de credibilidade, acusada de desinformação flagrante e de uma manobra descarada para manipular a narrativa após a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) ter mantido a retirada de um vídeo polêmico de defesa de dissertação.


A remoção do vídeo original dos canais da UFAM não foi um ato trivial. Ela ocorreu após um despacho do vice-coordenador do Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Cultura da Amazônia (PPGSCA), Bruno de Oliveira Rodrigues, evidenciando a gravidade do conteúdo e a necessidade de ação institucional. A republicação do vídeo original, com suas ofensas e informações questionáveis, representaria a completa desmoralização e responsabilização do PPGSCA e da própria UFAM.

Decisão do Vice-Coordenador do PPGSCA/UFAM, determinando a retirada do vídeo.
Decisão do Vice-Coordenador do PPGSCA/UFAM, determinando a retirada do vídeo.

Contudo, a mais recente investida da Cenarium, que tentou vender a ideia de uma republicação do vídeo pela UFAM, foi prontamente desmascarada como mais uma "fake news". A verdade é que o PPGSCA, longe de republicar o material original, disponibilizou um novo vídeo, uma matéria jornalística de apenas 12 minutos, em gritante contraste com as mais de 2 horas e 8 minutos da defesa original retirada!


A manobra ardilosa da Cenarium reside em divulgar este novo vídeo como se fosse a republicação do material retirado, quando na verdade o vídeo com ofensas a Ismael Munduruku foi completamente removido. A diferença não é meramente de duração, mas de conteúdo e intenção. O vídeo original da defesa de dissertação, que gerou a impugnação indígena e a subsequente remoção, citava explicitamente o Cacique Ismael Munduruku, vejamos:

Vídeo difamatório removido pela UFAM, usado na dissertação de Paula Litaiff, mostrando  imagens do cacique.
Vídeo difamatório removido pela UFAM, usado na dissertação de Paula Litaiff, mostrando imagens do cacique.

O novo material, por sua vez, convenientemente omite qualquer menção ao nome do cacique. Esta omissão, longe de ser um acaso, é uma clara e inequívoca retratação implícita por parte de Paula Litaiff e da própria UFAM, um reconhecimento tácito da necessidade de se desvincular das alegações que provocaram a impugnação dos Povos Indígenas.


Em um posicionamento que ecoa a indignação de muitos, o advogado Isael Munduruku não poupou críticas à Revista Cenarium. Nesta quarta-feira, 25 de junho de 2025, o advogado recebeu uma série de perguntas da Revista Cenarium a respeito do Parque das Tribos e respondeu prontamente, afirmando que

"As perguntas apresentadas pela Revista Cenarium de Paula Litaiff são, por si só, uma prova irrefutável de que este veículo primeiro acusa, difama e expõe sem qualquer base ou prova, para só então buscar informações".

Ele enfatizou que a prestação de contas e a verdade são devidas à comunidade do Parque das Tribos,

"e não a um pseudo veículo de comunicação que demonstra ter compromisso com a mentira e a desinformação".


Ainda segundo o advogado, se a Revista Cenarium e Paula Litaiff tivessem um mínimo de interesse em informar-se sobre a comunidade,

"deveriam ter buscado as informações e feito as perguntas antes de divulgar mentiras sem qualquer comprovação".

Ele reitera que todas as respostas às questões levantadas pela revista estão "detalhadas na impugnação apresentada na Universidade Federal do Amazonas, que, inclusive, já excluiu e mantém excluído o vídeo difamatório de Paula Litaiff, reconhecendo a distorção de suas alegações".


A tentativa descarada da Revista Cenarium de fabricar uma "republicação" do vídeo original, quando na verdade foi um material completamente diferente e editado, revela uma tática de manipulação da informação. Críticos ouvidos pelo Kabiá, apontam que Paula Litaiff estaria cinicamente utilizando uma temática tão valiosa e importante para a sociedade brasileira, como a defesa dos direitos da mulher indígena, para tentar escamotear e justificar seus ataques infundados aos próprios Povos Indígenas.


Este caso não é apenas um alerta sobre a proliferação de "fake news", mas um clamor por ética e responsabilidade no jornalismo. A comunidade acadêmica e os movimentos sociais permanecem vigilantes, exigindo transparência e um compromisso inabalável com a verdade dos fatos, especialmente quando a integridade de comunidades tradicionais está em jogo.


Fotos/Vídeos: Kabiá.






 
 
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