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Audiência Pública discute em Brasília revisão da Política Nacional de Saúde Indígena com participação de lideranças de todo o país


O processo envolve a análise dos resultados já alcançados, bem como a incorporação de novas demandas

 

Aconteceu nesta quarta-feira, 6 de agosto de 2025, no auditório do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília/DF, a Audiência Pública sobre o processo de revisão da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI). Promovido pela Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), o evento reuniu lideranças indígenas de diversas regiões do país, inclusive de Manaus, além de autoridades governamentais, para debater os rumos e desafios da saúde indígena no Brasil. A audiência foi transmitida ao vivo pelo canal da SESAI no YouTube.

 

A revisão da PNASPI tem como objetivo atualizar e aprimorar a política pública de saúde indígena, tornando-a mais eficaz e alinhada às necessidades atuais dos povos originários. O processo envolve a análise dos resultados já alcançados, bem como a incorporação de novas demandas e especificidades culturais, territoriais e sociais. “Essa revisão faz parte do avanço das políticas públicas, especialmente no sentido de garantir uma saúde indígena mais acessível, efetiva e integral”, destacou a equipe da SESAI durante o evento.

 

Participaram da audiência representantes dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), presidentes dos Conselhos Distritais de Saúde Indígena (CONDISI), lideranças tradicionais e representantes de organizações indígenas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve presente e reforçou o compromisso do governo federal com a escuta ativa das comunidades e a construção de uma política de saúde que respeite as especificidades dos povos indígenas.

 

Entre as vozes que se destacaram no encontro esteve a da amazonense Daniele Baré, moradora do Parque das Tribos, em Manaus. Ela abordou a situação dos indígenas em contexto urbano, enfatizando os desafios enfrentados por quem precisa deixar seu território de origem. “Muitos de nós saímos das nossas cidades para estudar ou trabalhar nos grandes centros e nem sempre conseguimos voltar. Não é porque queremos ir embora — é porque somos obrigados a sair. Eu gostaria de poder voltar”, afirmou Daniele, emocionando os presentes com seu depoimento.

 

A audiência pública representou um importante momento de construção coletiva e reafirmação do protagonismo indígena nas decisões que impactam suas vidas. O debate em torno da revisão da PNASPI não apenas atualiza uma política pública, mas também fortalece o diálogo intercultural, reconhecendo a diversidade dos modos de vida e o direito à saúde em sua forma mais ampla e inclusiva.

 

Fotos: Divulgação.

 
 
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